A Ternium marcou presença na ROG.e, maior evento de energia da América Latina, com representantes em debates sobre temas estratégicos para o desenvolvimento da indústria. A companhia esteve presente em dois dias de programação, encabeçando discussões sobre formação profissional, inovação, regulação, competitividade e os desafios para o mercado de gás natural no Brasil.
No primeiro dia do evento, Fernanda Candeias, diretora Institucional e de Relações com a Comunidade da Ternium e presidente do Instituto Ternium, participou do painel “A importância da formação técnica para o futuro da indústria”, realizado no estande da Tenaris, empresa do Grupo Techint. Pela primeira vez, a companhia promoveu uma programação de debates em seu espaço na ROG.e. Com mediação de Luiz Marcondes, diretor de Recursos Humanos da Tenaris, o encontro também contou com Karen Cubas, gerente da Universidade Setorial do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (UnIBP).
Fernanda destacou o papel do setor produtivo no fortalecimento do ensino técnico e na aproximação entre educação e indústria. Segundo ela, as empresas podem contribuir para preparar os jovens para um mercado em transformação. “A indústria pode ser parceira para formar esses profissionais que essas mesmas empresas precisam. É necessário aproximar o ambiente de ensino da indústria e a cultura industrial do ambiente de ensino”, afirmou.
Como exemplo dessa atuação, Fernanda apresentou a Escola Técnica Roberto Rocca, investimento de R$ 260 milhões e principal projeto de educação da Ternium e do Grupo Techint no Brasil. A unidade, que atualmente atende 384 alunos e chegará à capacidade máxima de 576 estudantes em 2027, busca aproximar os jovens das tecnologias e dos desafios da indústria. Para a diretora, mostrar as inovações que fazem parte do cotidiano das empresas também é uma forma de despertar na juventude o interesse pelas carreiras do setor. “Quando a gente fala de robótica, inteligência artificial, todas as formações inovadoras são áreas que a gente tem nas nossas indústrias. Isso aproxima mais o jovem e mostra que o ensino técnico é diferenciado”, destacou.
Karen Cubas abordou a evolução das competências exigidas pelo mercado. Segundo ela, o conhecimento técnico continua sendo a base para a atuação na indústria, mas precisa ser acompanhado por habilidades como adaptabilidade e capacidade de aprendizado contínuo. “Apesar da transformação acelerada dos processos industriais, o conhecimento técnico continua sendo a base. A diferença é que hoje precisamos somar a ele habilidades como adaptabilidade e capacidade de aprendizado contínuo”, pontuou.
O mercado de gás no centro do debate
No segundo dia de programação, o vice-presidente Jurídico da Ternium, Pedro Teixeira, participou do painel “O futuro do gás natural no Brasil depende mais de regulação ou de competição?”, ao lado de Álvaro Tupiassu, gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras, Symone Araújo, diretora técnica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e Andrés Sannazzaro, head de Comercialização da Repsol Sinopec. A conversa foi mediada por Sylvie D’Apote, fundadora e sócia-diretora da Prysma ET Consultores.
O debate abordou o equilíbrio entre regulação, competição e segurança jurídica no mercado de gás natural. Os participantes destacaram avanços proporcionados pela Lei do Gás e a importância da agenda regulatória para ampliar a concorrência, estimular investimentos e dar maior previsibilidade ao setor.
Para Symone, a regulação é fundamental para organizar uma cadeia com diferentes características e criar condições para a competição. Álvaro Tupiassu, da Petrobras, reforçou a relação entre os dois aspectos: “É necessária regulação para que haja mercado e, portanto, competição”.
Os participantes também ressaltaram que a competitividade do gás vai além do preço da molécula e envolve custos de transporte, infraestrutura, distribuição e tributos. Pedro Teixeira defendeu maior articulação entre os diferentes elos da cadeia para ampliar o consumo e viabilizar novos investimentos. “Precisamos de uma negociação entre todos os atores envolvidos para que possamos evoluir e realizar mais, gerando novos empregos, mais arrecadação tributária, desenvolvimento e atraindo mais investimentos”, afirmou.