Têm circulado nas redes sociais informações erradas sobre as atividades da Ternium em Santa Cruz. A empresa as desmente, uma a uma, com fatos.
As acusações em pauta se sustentam em um parecer do Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA), organização sediada na Finlândia que jamais esteve em Santa Cruz. O documento é produto exclusivo de simulações teóricas feitas à distância, sem visita ao território, consulta ao INEA, aos dados da Secretaria Municipal de Saúde ou contato com qualquer autoridade pública brasileira. Trata-se, portanto, de um material sem respaldo científico suficiente e sem conexão com a realidade de Santa Cruz.
Uma instituição sem presença no país, que ignora os indicadores oficiais e não mantém diálogo com nenhum órgão competente, produz conclusões de gabinete e o apresenta como verdade sobre a saúde de milhares de moradores da região. Isso não é ciência. É irresponsabilidade com aparência de pesquisa acadêmica.
E há um dado que o relatório do CREA, da Finlândia, ignora: a Justiça brasileira já analisou diversas ações sobre a saúde da população de Santa Cruz e, com base em perícias técnicas realizadas no local, afastou relação entre as questões citadas no relatório e as operações da Ternium. Ou seja, esse tema já foi examinado no país com base em provas concretas - e não em simulações feitas à distância.
O primeiro: diz-se que as estações de monitoramento mantidas pela Ternium medem gases de efeito estufa. Isso está errado. Os equipamentos avaliam, na verdade, a qualidade do ar da região, ou seja, verificam as condições da atmosfera local - que refletem a soma de todas as atividades do território, como a movimentação de carros, queimadas e a atividade industrial do bairro. São conceitos completamente diferentes. Quem afirma o contrário ou não entende o tema ou está enganando a população de propósito.
Além disso, é uma farsa afirmar que a Ternium se autofiscaliza. Cumprindo rigorosamente as exigências de sua licença ambiental, o que a empresa faz é custear e manter a estrutura de aferição funcionando conforme os padrões propostos pelo INEA, evitando gastar o dinheiro público. Todos os dados coletados são transmitidos de forma online, em tempo real, para as autoridades. Quem fiscaliza, audita e valida as informações é o próprio instituto estadual, e não a empresa.
O segundo: diz-se que a suposta poluição da Ternium viajaria pelo vento de Santa Cruz até São Paulo. Essa conclusão não se sustenta: São Paulo está a quase 250 km de distância de Santa Cruz, e o relatório se apoia em dados equivocados e premissas tecnicamente inconsistentes. É uma conclusão tirada de uma simulação teórica sem comprovação prática, apresentada como verdade para assustar quem não tem como verificar. Isso tem nome: desinformação.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro aponta Santa Cruz como uma das regiões com menos casos graves de doenças respiratórias e mortalidade por câncer de pulmão no município. Mais de 8 mil trabalhadores da unidade fazem exames periódicos e são monitorados continuamente, sem que nenhum problema de saúde relacionado às atividades fabris tenha sido identificado.
A Ternium atua com todas as licenças ambientais exigidas pela lei, investiu mais de R$ 450 milhões em melhorias ambientais desde 2017 e vai investir outros R$ 650 milhões até 2030. A "chuva de prata", episódio que aconteceu entre 2010 e 2012 com outra operadora, foi corrigida antes mesmo de a Ternium assumir o centro industrial. Não há nenhum registro de novos incidentes desde então.
Os fatos estão disponíveis. Os dados são públicos. As decisões judiciais existem. A Ternium continuará respondendo com transparência e seguirá aberta ao diálogo com qualquer pessoa disposta a discutir o tema com a seriedade que ele merece.