Criada com base no conceito de circularidade, a planta industrial da Ternium, em Santa Cruz, foi pensada para garantir o reaproveitamento de coprodutos do processo siderúrgico. A empresa transforma os resíduos da produção, que seriam descartados, em matéria-prima para o seu próprio ciclo produtivo. A empresa tem o compromisso ambiental como um dos seus principais pilares, e aposta em uma operação mais sustentável como parte de sua estratégia de crescimento.
Um exemplo prático desse conceito é a UTE do Atlântico, a termelétrica da Ternium, que gera energia a partir dos próprios gases e vapores produzidos durante o processo siderúrgico. Com capacidade instalada de 490 MW, ela produz toda a energia necessária para o funcionamento do complexo industrial, e ainda destina o excedente, de aproximadamente 200 MW, ao Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo para maior eficiência energética da operação e para o abastecimento do país.
A utilização de sucata no processo produtivo é mais um passo importante. A empresa usa tanto sucata de origem interna, que inclui restos do próprio processo industrial, quanto de origem externa. O material ganha nova função ao ser fundido com o ferro gusa na produção de novas placas. Aproximadamente 50 mil toneladas de sucata de aço são utilizadas, por mês, nos convertedores da aciaria.
A circularidade também está presente no reaproveitamento da escória de aciaria, um coproduto gerado no processo produtivo. A Ternium trata e prepara o material, que deixa de ser um resíduo e se transforma em agregado siderúrgico, podendo ser utilizado em projetos de infraestrutura e pavimentação. Entre 2020 e 2025, a empresa doou 1,9 milhão de toneladas de agregado para oito municípios utilizarem em obras de pavimentação. A companhia também custeia o transporte, assistência técnica e orientação às equipes responsáveis pela aplicação do material.
Na gestão hídrica, a companhia opera sistemas próprios de tratamento e recirculação de água dentro do complexo industrial, permitindo o reaproveitamento de cerca de 98% da água utilizada nas operações. Segundo Pamela Reis, Diretora de Segurança e Meio Ambiente da Ternium, todos esses processos mostram que a sustentabilidade está no DNA da Ternium.
“Essa planta foi concebida com base no conceito de economia circular, e todos esses processos além de protegerem o meio ambiente, sem gerar impacto para a comunidade em que estamos inseridos, fazem com que sejamos mais eficientes energeticamente, nos ajudando a reduzir custos. É um ciclo virtuoso: bom para o nosso negócio e com redução de impacto ambiental”, comentou.
Todas essas ações são resultado de um investimento de R$ 450 milhões em iniciativas voltadas à melhoria contínua da performance ambiental da operação. Além disso, a Ternium prevê investir mais R$ 650 milhões em projetos ambientais até 2030.